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Ano 2018

01/03 A 24/03

DO PROCESSO AO PROJETO
COLETIVA DE ARTISTAS - DESENVOLVIMENTO DE PROJETO
coordenação e curadoria ROSELY NACAGAWA; colaboração Flavio Franzosi e Claudia Ferreira

 Os encontros de análise de processos criativos e desenvolvimento de projetos no Ateliê Galeria Priscilla Mainieri foram organizados como experiência de vivencia artística, onde se buscou, nos diferentes processos apresentados, a diluição de fronteiras entre os diversos dispositivos artísticos.

A intersecção e a reflexão na construção da imagem presentes em cada trabalho foram discutidas num ambiente de ateliê, ou seja, ao longo da realização de uma obra ou sobre um trabalho em andamento.

A partir das propostas dos interessados, e através da interseção entre os processos individuais, foram desenvolvidas diversas discussões que procuraram ampliar o repertório visual e crítico. 

Discutindo pintura acrílica, aquarela, desenho, fotografia, pudemos avaliar os processos pessoais, criando condições de ver os trabalhos com mais distanciamento. Esta distância relativa do que foi produzido resultou nesta exposição.

Para a Beá, o processo de edição resultou como um recorte das experiências múltiplas dentro da profusão de técnicas e cores que ela experimenta.

Nas fotografias do Edson, a síntese de seu olhar surgiu quando ensaios produzidos anteriormente com a fotografia analógica herdada dos pais , se confrontaram com  imagens digitais recentes, mostrando um pensamento construtivo semelhante.

Para o Flavio, a constatação de uma nova dimensão da geometria, resultou da sobreposição de planos geométricos que insinuavam uma tridimensionalidade mesmo em planos simples de papel dobrado.

Na pintura da Liliam, a conclusão de um trabalho formado de varias camadas, nasceu da conscientização da leitura plástica destas camadas, vistas como texturas e transparências  e não como sobreposições ou velaturas.

Para a Priscilla, pelo contrario, as sobreposições de camadas não são concebidas como velaturas; elas surgem para revelar planos e superfícies, trazendo volumes , luzes e transparências a partir do branco do papel.

Superfícies que nas imagens do Tiago, fundem corpos em relações intimas de interação em transparências e reflexos, em movimentos intensos de ritmos pulsantes.

Expor é colocar o trabalho um passo à frente, projetando-o para o futuro, mesmo com o trabalho ainda em andamento.

Diferente do vernissage, que define a ultima camada do trabalho, esta mostra  permite a visão da obra como obras em processo.

Processo que se tornará projeto com o acréscimo do olhar dos espectadores.
 

Ano 2017

11/11 A 09/12

CLAUDIO ROCHA E A SOCIEDADE DO PAPEL
Claudio Rocha
Waldemar Zaidler

 

 

30/09 a 04/11

Pintura_Rubens Matuck
Rubens Matuck
Rosely Nacagawa

 

Pinturas_Rubens Matuck por Rosely Nakagawa

“A caminhada faz perceber a natureza que acontece ao lado do caminhante atento : terra, água, pessoas, pedras, árvores, frutas, nuvens, montanhas, céus, chuva, sementes.
Sementes colhidas que depois de plantadas se transformam em mudas.
Mudas transplantadas que se transformam em árvores.
Árvores de lei, madeiras usadas em móveis antigos que se transformam em painéis ou chassi de telas.
Painéis e telas que nas mãos do Rubens vão ressignificar a terra, a água, pessoas, árvores, frutas, nuvens, montanhas, céus, chuva: sementes.

O trabalho artístico de Rubens Matuck não tem a natureza como referência, mas é da sua própria natureza fazer parte dela e compartilha-la em sua obra.
Ele não distingue os dois universos ou considera complemento de sua visão.
Ele é a própria natureza e ela é seu próprio trabalho.
O material, os pigmentos, os suportes, os temas pesquisados, as viagens, tudo faz parte de um universo em equilíbrio orgânico que se fixa em papéis, telas, esculturas, cadernos e livros.”

Rosely Nakagawa

 

Nesta exposição no Ateliê Galeria Prisicila Mainieri, reúne pinturas em painéis e telas produzidos em 2016 e 2017.
Nestes trabalhos, conduz a paisagem e abstrações com elementos de pintura, folha de ouro e bolo armênio em diversos formatos e técnicas.

 

Ano 2018

05/04 A 20/04

PINTURAS AO QUADRADO
ARNALDO PAOLIELLO
textos WALDEMAR ZAIDLER

 

 A série de 16 telas traz a público, pela primeira vez, resultados de uma pequisa formal e conceitual iniciada pelo artista em 2006 e que vem se desenvolvendo em paralelo a paisagens e cenas urbanas sistematicamente aquareladas por mais de quatro décadas. Em busca de uma representação mais afeita ao simbólico do que à mimese, Paoliello invariavelmente inaugura as superfícies de seus quadros com grids quadrados, bases racionais estruturantes que o deixam à vontade para devanear em gestos largos, como se almejasse que tela e tinta, em sua concretude, corporificasse na dimensão da arte os objetos que lhe servem de ponto de partida: outdoors degradados. 

As pinturas ao quadrado de arnaldo paoliello

São, ao primeiro olhar, abstratas. Mas talvez nem tanto, ou não só, se contextualizadas no peculiar percurso de quatro décadas desse artista arquiteto paulistano.

Em 2006 Paoliello começou a fotografar outdoors – grandes painéis sustentados por toscas estruturas, suportes para propagandas –, naquela época remanescentes nas grandes cidades e ao longo de rodovias.
Em São Paulo, já havia algum tempo, anunciavam-se obsoletos, condenados ao desaparecimento por força de lei.

Abandonados, rapidamente os outdoors entraram em degradação, revelando camadas de imagens e signos desconexos. Tais sinais, sucessivamente decalcados pelos impressos superpostos, somados a crostas encruadas, surgiam como arquipélagos pontuando as nuas chapas galvanizadas, cuja justaposição sugeria meridianos e paralelos desenhados cartograficamente.

Nessas superfícies trabalhadas pelo descaso do tempo Paoliello entreviu possibilidades que nele despertaram vivo interesse; as fotografias tornaram-se objeto de ensaios visuais, inicialmente exercícios feitos em computador que, depois de um breve período, migraram para as telas.

Por esses tempos – talvez com o propósito de liberar espaço mental para as insondáveis deambulações investigativas que seus olhares absortos de quando em quando denunciam–, Arnaldo preservava em seu cotidiano uma notável regularidade de atividades: às terças, aquarela; às quartas acrílica sobre papel, e acrílica sobre tela às quintas e sextas; tudo a seu tempo.

Esse ritmado cronograma parece ter sido transportado para a visualidade como preceptiva pictórica: desde então, encantado pelas enxadrezadas entranhas dos outdoors, sistematizou o procedimento de inaugurar as superfícies de suas telas com rígidas grades retangulares, bases racionais que, catárticas, cumpririam, segundo ele próprio, a função de deixá-lo à vontade para devanear em gestos largos e urdir as síncopes propostas pelo acaso, incorporando assim o próprio ato de pintar em sua poética.

Tal congruência entre ser e fazer favoreceu, evidentemente, a construção da personalidade das pinturas realizadas desde então, dentre as quais foram selecionadas as que ora nos são apresentadas: conquanto declaradamente referenciadas no expressionismo abstrato americano, lograram singularidade.

Mas não seria adequado, entretanto, atribuir apenas ao fascínio pelos outdoors as quadrículas estruturantes com as quais Paoliello inicia suas pinturas, pois elas já eram utilizadas, absconsas, antes disso. Aliás, a própria inclusão dos outdoors no repertório de Paoliello deve ser contextualizada no âmbito de suas outras atividades artísticas: produção de paisagens rurais e marítimas em aquarela e de cenas urbanas em acrílica sobre papel; desenhos; arquitetura. Foi na combinação desses precedentes que se cultivou a sofisticação do olhar estetizante que potencializou o outdoor enquanto modelo – elemento recortado da paisagem –, indicando ao artista uma variante para o caminho que sua pintura sobre tela vinha seguindo até então.

Arnaldo diz que esse desvio manifesta-se sobretudo no abandono da figuração, no sumiço de vasos, tesouras, garrafas, frutas, mãos espalmadas que povoavam seus quadriculados, tencionando-os. Com efeito, cumprem agora essa função matérias fundidas à tela, trapos e trecos desvinculados de suas aparências em meio a espessura de camadas sobrepostas; grafismos impressos com carimbos improvisados a partir de revestimentos de pisos ou plástico bolha, sempre delimitando áreas que tendem à retangularidade; esparsos algarismos e letras desempenham também o papel das figuras suprimidas.

Mas mesmo tendo sido o figurativo posto de lado, não seria razoável limitar essa vertente do trabalho de Paoliello ao abstracionismo geométrico, expressionismo abstrato ou qualquer outro rótulo. Sua pintura ainda guarda vínculos diretos com seus modelos – os desaparecidos outdoors outrora fotografados –, tanto na visualidade quanto no processo de confecção; Paoliello recria-os como se tela e tinta, em sua concretude, corporificassem-nos na dimensão da arte. Ainda que sem figura alguma, as obras de Pintura ao Quadrado podem ser vistas como representação poética da realidade, iconograficamente enigmáticas, alegorias do efêmero.

Waldemar Zaidler 
Março, 2018.

 

ARNALDO PAOLIELLO

FORMAÇÃO
• Arquitetura e Urbanismo faculdade de Belas Artes de São Paulo ( 1980/1986 )

CRONOLOGIA
• 1977 – Curso e desenho ateliê Carlos Fajardo

• 1980 – Curso de técnicas de pintura ateliê Rubens Matuck e Feres Koury

• 1986 – XIII Salão de arte jovem de Santos

• 1991 – XIX Salão de arte contemporânea de Santo André

• 1997 – III Salão nacional de Belas Artes de Campinas ( medalha de prata )

• 1999 – Exposição individual show room Giroflex

• 1999 – Salão vinhedence de arte contemporânea

• 2001 – XIII Salão de artes plásticas de praia grande

• 2009 – Exposição individual Etoile Hotels

Ano 2017

17/07 a 23/09

Priscila Mainieri_ 2008 a 2017
Priscila Mainieri

Priscila Mainieri exibe obras de 2008 a 2017 que retratam a evolução de sua produção e de seu processo criativo. A mostra prepara a proposta do workshop "Edição de portfólio e desenvolvimento de projeto", com Rosely Nakagawa, no 2o semestre de 2017.

30/03 a 06/05

Mata adentro, Montanhas ao longe
Júlio Minervino

MATA ADENTRO, MONTANHAS AO LONGE
por Feres Lourenço Khoury

 

No começar Deus criando

O fogoágua e a terra (...)

 

E Deus disse

Que as águas esfervilhem 

Seres fervilhantes alma-da-vida  

E aves voem sobre a terra

face à face do céufogoágua (...).

 

Bere`shith – A cena de origem

Haroldo de Campos

 

 

 

 

Importante não é ver o que ninguém nunca viu, mas sim, pensar o que ninguém nunca pensou sobre algo que todo mundo vê.

 

Arthur Schopenhauer

 

 

Perto e longe ou dentro e fora a paisagem desponta nos quadros como eventos das cenas da origem. Aqui afloram pinturas onde se projetam tessituras da memória e da alma.

Antes mesmo de ser o repouso dos sentidos, a paisagem é a obra do espírito, segundo Simon Schama. Desse modo o trajeto mental e a apropriação cultural do conceito de paisagem dispõem nos trabalhos um lugar onde se fala dos olhares e valores de um mundo interior, aquilo que Fernando Pessoa chamaria a paisagem da alma.

 Rochas são montanhas ou montanhas são apenas pedras ampliadas? O mato, o matagal, talvez um bosque ou pedaço de floresta, são também portas de entrada de uma trajetória equivocada para a nossa imaginação?

Júlio nos encerra em armadilhas, pois, ao mesmo tempo em que nos oferece o romântico luar, a tranquilidade da pequena garça, o luzir do céu, lança-nos em dilemas da representação, onde efeitos do mato, da pedra, da montanha, subitamente subvertem a noção verossímil da paisagem idealizada.

De fato, se percorrermos os dois conjuntos: as montanhas e o mato, estaremos expostos num labirinto de “janelas” cujas composições estressam o espaço: haverá contrastes a todo tempo... Não haverá calma, nem mesmo um Locus Amoenus. Haverá uma provocação?

Talvez sim...

As pinturas expressam forças pictóricas, cujo embate busca conquistar uma natureza poética, pois como as vemos, são postas na diferença.

Tudo isso é pintura, é pulsação de gestos, é movimento cromático, é expressão da  vontade exposta em narrações visuais, que exige a deambulação do olhar.

(Feres Lourenço Khoury)

 

 

MATA ADENTRO, MONTANHAS AO LONGE
por Julio Minervino

 

Na exposição “Mata adentro, Montanhas ao longe” eu apresento duas séries de pinturas de paisagem realizadas com tinta acrílica sobre tela. Essas duas séries foram construídas simultaneamente a partir de resíduos de memórias de paisagens observadas em tempos passados. São pinturas de exercícios da imaginação nas quais eu trato de duas questões do olhar sobre a paisagem: a imersão e o afastamento.

Na série Mato adentro eu faço uma imersão pelos matagais procurando expressar o ritmo entrecruzado das folhagens e galhadas, na sua manifestação formal;  e seus matizes e nuances sob a incidência da luz, na sua manifestação cromática.

Na série Montanhas ao longe, procuro enquadrar os picos e tratá-los como objetos monolíticos moldando-os com massas de cores mescladas, criando a sugestão do magma em estado de fusão quando dos primórdios da formação e elevação dos relevos geográficos.

Eu resolvi apresentar esses dois conjuntos em uma só exposição pelo antagonismo que se estabelece entre eles nas duas maneiras de abordar a paisagem, ou seja, a aproximação e o afastamento do objeto pintado, o ritmo desordenado e caótico da vegetação em contraposição a austeridade estática da matéria mineral das montanhas, o formal e o informal, o que se apresenta definido e o indefinido, o real e o espiritual, etc.

Na minha percepção, adentrar a mata me põe em contato com a realidade objetiva da existência, ao contrário da contemplação das montanhas que me induz a aceder ao plano da espiritualidade, às névoas do imponderável, ao azul do infinito celestial.

Em suma, pintar a mata é estar em contato com o real e pintar montanhas é estar em contato com o espiritual.

( Julio Minervino)

 

Sobre Júlio Minervino

Júlio Minervino, artista visual e experiente professor atuou nas faculdades Mackenzie-Design e Santa Marcelina. Nos últimos anos vem participando de Workshops, Residências artísticas e exposições  na Dinamarca, Japão e Polônia. Em 2016, publicou  o livro Num véu de água se inscreve a paisagem.

Ano 2016

03/12 a 25/03/2017

Exposição Coletiva

 

O Ateliê Galeria Priscila Mainieri expõe ao público uma seleção de trabalhos de 11 artistas que foram nossos parceiros nas diversas atividades culturais  promovidas ao longo deste ano. A mostra contempla  fotografias, gravuras, pinturas e monotipias  dos artistas André Toral, Carlos Matuck, Claudio Rocha, Cristina Canepa, Julio Barreto, Julio Minervino, Lilian Villanova, Mariza Mainieri, Renata Basile, Rubens Matuck e Sergio de Moraes. Traz também, de seu acervo,  pinturas de 2 artistas alemães: Erwin Legl e Doris Hahlweg.

 
De 03/dezembro/2016, às 13h até 25/março/2017
seg/sex das 11h às 19h e sáb das 11h às 17h
Rua Isabel de Castela, 274 V.Madalena SP

www.ateliepriscilamainieri.com.br

01/09 A 09/10

OBRAS DO ACERVO

A galeria expõe recorte de seu acervo contemporâneo apresentando pinturas, fotografias, gravuras e esculturas de artistas que integram o panorama de arte no brasil e no exterior.

Fazem parte da mostra trabalhos de Cristiano Lenhardt, Cristina Canepa,  Danielle Carcav, Jaime Prades, Kiyoko  Kozawa, Kiyomi Kuriki, Mariza Mainieri, Paulo de Tarso,  Renata Egreja e Renata Basile.

Abertura dia 01 de setembro das 19:30h às 22:30h
 
 
Visitaçao de 02/09 à 09/10, seg a sex das 11h às 19h, sáb das 11h às 17h.
 
 
Rua Isabel de Castela, 274 V. Madalena SP
 

04/08 a 20/08

UM
Ana de Niemeyer . Ana Roberta Lima . Carolina Mossin . Erika Massae . Lilian Villanova . Marcella Madeira . Renata Broetto . Yasmin Guimarães
Organização: BRUNO DUNLEY

 
"O espaço que se pretende aqui é o da invenção e se a pintura não é uma mata virgem, tão pouco é um terreno baldio. Não se trata de cultuar uma possível originalidade, invocar ou recusar uma história, mas sim de entender que a pintura, assim como a vida, está aberta para a criação de outros conceitos e visualidades." Bruno Dunley
 
Priscila Mainieri abre o espaço para a exposição "UM" com a participação das artistas Ana de Niemeyer, Ana Roberta Lima, Carolina Mossin, Erika Massae, Lilian Villanova, Marcella Madeira, Renata Staliano Broetto e Yasmin Dias Guimarães. A exposição "UM" apresenta uma seleção de trabalhos resultantes de dois anos de pesquisas e práticas coordenadas pelo artista Bruno Dunley. Abertura 04/08, às 19:00 hs visitação de 05/08 à 20/08.
 
 
Vila Madalena: r. Isabel de Castela, 274, tel. 3031-8727. Seg a sex., 11h/19h;  sáb., 11h/17h. 

02/06 a 02/07

Pintura sobre Madeira: um suporte, duas visões
Rubens Matuck
Rosely Nakagawa

PINTURA SOBRE MADEIRA : UM SUPORTE , DUAS VISÕES, exposição de pinturas sobre painel de madeira, onde Alice NM constrói naturezas mortas concretizando objetos, tendo como suporte a madeira e a tinta acrílica e Rubens Matuck parte da própria madeira para criar uma ligação essencial da pintura com a natureza viva.

 

Duas gerações de artistas se encontram no  Ateliê Galeria Priscila Mainieri. Alice, filha de Rubens Matuck, sempre acompanhou o pai em seus trabalhos no ateliê, em casa, em exposições. Em seus passeios e brincadeiras desde a infância, sempre estiveram presentes a observação da natureza, a arte, a imagem.

No parque Trianon, a observação das borboletas era registrada em casa com lápis de cor. Observando os desenhos do pai, “corrigia” o que considerava inadequado, sentada em seu colo. Suas primeiras experiências despertaram seu interesse para as artes desde a infância. Na adolescência já sabia que faria artes plásticas e teria seu próprio ateliê. A relação entre pai e filha sempre foi intensa.

Foram juntos à Itália para conhecer o trabalho de Leonardo da Vinci e a arte italiana em 1997. Uma viagem de pesquisa de pintura e historia da arte que seria incluída no trabalho de pintura de Rubens desde então.
O trabalho de Matuck sempre foi pautado pela pesquisa in loco ou em bibliografias que atravessam a rota da seda, chegando ao ocidente pela Itália.
A troca de materiais e livros, mesmo em espaços separados, criou uma afinidade que os aproxima nesta exposição e revela algumas identificações.
A madeira é o suporte comum que denomina suas séries  e os processos opostos enriquecem o resultado.
Alice pesquisa em seu ateliê sem preconceito de técnicas ou temporalidade. O ateliê é um laboratório território aberto, onde tudo é bem vindo e permitido. Nesta mostra, ela apresenta uma série de naturezas mortas, construídas como objetos tridimensionais, tendo como suporte a madeira e a tinta acrílica.
Rubens parte da própria madeira para criar uma ligação essencial da pintura com a natureza viva, reveladas em tonalidades e texturas agregadas ao suporte. Suporte trabalhado e pesquisado desde Fayum, com folha de ouro, bolo armênio, aquarela. O passado pesquisado sem limite ou preconceito.
Sobre os artistas
Alice NM (1982 SP/SP)
Artista plástica formada em 2010 pela Faculdade Santa Marcelina de Artes Visuais, onde foi aluna de Iole di Natale e Mario Fiore. Trabalha desde 1997, dando aulas em ateliê próprio desde 2003. Frequentou o curso de pintura e desenho com Feres Khoury (1999 a 2000) com quem compartilhou a residência artística em 2007  no International Workshop for Visual Artists  em Brande, Dinamarca.
Em 2010 terminou o bacharelado em Artes Plásticas – Faculdade Santa Marcelina.
Tem como experiências anteriores exposições individuais e coletivas onde mostrou pintura desenho e gravura.
Seu trabalho tem a pintura como foco principal, tendo realizado experiências em retrato, abstrações e grafismos orgânicos.
A pratica de ateliê é sua marca, nas obras e nos cursos de desenho e pintura, onde a experimentação e o fazer conduzem o desenvolvimento do trabalho artístico e o desenvolvimento de seus projetos de pintura e gravura.
Principais Mostras
Individuais:
2011 – Exposição “Semanas”- Flores na Varanda , São Paulo, SP, 02 de Dezembro a 19 de Dezembro.
2007 – Exposição “Retratos – Série Fresta” – Mercearia São Roque, São Paulo, SP, 17 a 24 de Setembro.
2004 – “#2”, Biblioteca Alceu Amoroso Lima, São Paulo, SP, 17 de Agosto a 18 de Setembro.
1999 – Centro Cultural KVA.
Coletivas:
2013 - II Coletiva de Arte Sobre Papel e Bazar de Arte, Studio Cultural Cristina Bottallo , 25 de novembro a 20 dezembro.
2013 - SP Estampa, ateliê Carolina Trimano.
2012 - Alice NM e Felipe Vergara Miqueles_ galeria Ponto Arte SP- 14 de junho a 21 de julho.
2009 – “Coletivo Colecionável” – Rua João Moura n°1175, Sâo Paulo, SP, 13 de Novembro a 23 de Dezembro.
2008 – “Artistas Brasileiros 2008 - Novos Talentos – Pinturas” – Palácio do Congresso Nacional – Salão Negro – Brasília, 12 a 28 de setembr2008 – “Arte Pela Amazônia” – Fundação Bienal de São Paulo – Pavilhão Ciccillo Matarazzo – 3º Pavimento – Parque do Ibirapuera – Portão 3, São Paulo, 05 a 30 de Março.
2007 - International Workshop for Visual Artists Brande, Dinamarca.
2007 – “Sobre Papel” – Galeria Casa Caiada, São Paulo, SP, 01 de Setembro a 15 de Setembro.
2007 – “Retratos – Série Fresta” – Mercearia São Roque, São Paulo, 14 a 24 de Setembro.
2005 – “Erótica” Galeria Choque Cultural, São Paulo, SP, 11 de Junho a 20 de Julho.
2003 – “Xilogravuras – Interpretações”, Museu florestal Octávio Vecchi, são Paulo, SP, 22 de Abril a 09 de Maio.

 

 
Rubens Matuck ( 1952 SP/SP )
Arquiteto de formação, artista plástico desde 1970, tem seu trabalho desenvolvido em ateliê desde 1974. Aluno de Sansom Flexor, discípulo de Aldemir Martins, fez gravura com Evandro Jardim, Marcelo e Roberto Grassman.
Seu trabalho parte da vivencia e observação da natureza , do estudo de técnicas milenares dos artistas plásticos da rota da seda, do oriente médio e extremo oriente.
Utiliza com versatilidade diversos suportes para a pintura, tais como tela, papeis, painéis de madeira que também esculpe.
Tem diversos livros publicados, tendo realizado exposições coletivas e individuais em diversos Museus e Galerias no Brasil e Exterior.
Exposições individuais recentes
2009 - Galeria Choque Cultural,  SP “Pinturas“ 05 a 30 de setembro.
2009 - Gallery Maki, em Tóquio (Japão) “ Cadernos de escrita São Paulo Shikoku” , de 11 a 29 de janeiro. 
2009 - Espaço Cultural Citibank, SP  de 07 de junho a 30 maio.
2015 - Sesc Interlagos SP de  05 de Maio a 10 de outubro.
2015 - Galeria Garage SP de 25 de junho a 20 de agosto.
Exposições coletivas
2007 - Cultural Blue Life SP de 20 abril a 30 de agosto. 
2008 – Espaço Cultural Tucarena SP, 10 a 20 de setembro.
2014 - Galeria Garage SP de 25 março a 30 de junho.       
2015 - Chapel Art Show SP de  16 a 21 de outubro.
 

02/04

Num véu de água se inscreve a paisagem
Julio Minervino

O artista plástico Júlio Minervino, lança o seu primeiro livro, “Num véu de água se inscreve a paisagem”, o projeto reúne 50 pinturas feitas em nanquim e comentadas por críticos de arte e artistas plásticos.  Os trabalhos originais estão expostos na galeria até 21/05.


"O trabalho do artista plástico Júlio Minervino tem como um de seus elementos fundamentais o amor pela técnica e o seu domínio. Existe um carinho extremo por aquilo que faz e um cuidado imenso para que cada peça seja preservada não no sentido de uma relíquia intocável, mas como um respeitoso documento da sua relação com o mundo."

Oscar D'Ambrosio, doutor em Educação, Arte e História da Cultura pelo Instituto de Artes da UNESP. Integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA- seção Brasil)


Ateliê Galeria Priscila Mainieri | Rua Isabel de Castela, 274 | V.Madalena, SP | fone: (11) 3031-8727 |www.ateliepriscilamainieri.com.br

 

05/03 a 21/05

ESPORTES
Carlos Matuck

Carlos Matuck apresenta uma série de desenhos em nanquim sobre papéis orientais, chineses e japoneses, intitulada "ESPORTES”, produzidos para a realização de três murais para o SESC Santana em 2005, dois para o ginásio de esportes e um para a piscina.